O secretário da Câmara Técnica de Dentística do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), Dr. Mário Sérgio Giorgi, explica que a escova de dente possui um papel importante no controle mecânico da placa bacteriana. “A escovação reduz a inflamação gengival, previne lesões bucais não cariosas e promove o controle da halitose de origem bucal”, diz.
Segundo o especialista, a escovação deve ser feita com orientação técnica, tempo e frequência. Para ele, é importante que seja realizado um treinamento de escovação supervisionada durante consultas clínicas, além do estímulo ao autocuidado responsável, com foco na escovação como conduta clínica preventiva.
Pesquisas mostram que não basta só o ato de escovar os dentes, com qualquer tipo de escova e em qualquer estado. “A realidade é que as escovas precisam ser bem cuidadas, visto que desde o primeiro uso são contaminadas com bactérias”, diz o cirurgião-dentista. A orientação, portanto, é não manter as escovas em ambientes úmidos, a fim de evitar a proliferação de bactérias, além de realizar a troca de escova após um período de uso. Capas protetoras limpas também podem reduzir a contaminação das cerdas.
Para a higienização da escova de dente, a opção que fornece mais eficácia para a eliminação das bactérias é o vinagre de álcool, que promete eliminar 100% das bactérias, segundo dados apresentados na pesquisa da Oral Science. Já o hipoclorito de sódio apresenta 1% de eficácia e outros produtos apresentam eficácia inferior a 1%.
Da mesma forma, o uso de escovas de dentes desgastadas reduz a remoção de placas durante a escovação. “Quanto mais tempo de uso a escova tiver, menor será a sua efetividade, na prática. Escovas de dente devem ser substituídas sempre que as cerdas estiverem desgastadas”, reforça o secretário da Câmara Técnica de Dentística do CROSP.
O profissional afirma que comer maçã não substitui a escovação dos dentes, ela pode estimular a mastigação e aumentar o fluxo salivar. A saliva ajuda a neutralizar ácidos e a remover parte dos resíduos alimentares, mas não remove o biofilme dental (placa bacteriana) aderido aos dentes e à margem gengival. Não limpa adequadamente as áreas entre os dentes e não substitui a ação mecânica das cerdas da escova dental, da escova interdental e do fio dental. Além disso, a maçã contém açúcares naturais (frutose) e é relativamente ácida.
O que realmente controla o biofilme é a escovação com escova macia e técnica adequada, creme dental fluoretado, higiene interdental (fio dental e escovas interdentais) e higiene da língua com limpadores.
Fonte: https://crosp.org.br/noticia/a-maca-substitui-a-escova-de-dentes/











