Com o propósito de conscientizar a população sobre a importância fundamental das vacinas na prevenção de doenças, tanto para a proteção individual quanto para a saúde coletiva, celebramos hoje, dia 09 de Junho, o Dia da Imunização.
Para detalhar a importância da proteção vacinal e o papel da categoria na saúde pública, o portal do CROSP conversou com a Dra. Denise Caluta Abranches, Cirurgiã-Dentista e Presidente da Câmara Técnica de Odontologia Hospitalar do CROSP. Primeira profissional da saúde brasileira a receber a vacina em teste da Universidade Oxford contra o Coronavírus no mundo, a profissional destaca que o consultório deve ser uma extensão das campanhas de conscientização e defesa da ciência.
“O cirurgião-dentista ocupa atualmente uma posição estratégica na promoção da saúde pública, atuando não apenas como profissional assistencial, mas também como agente de educação em saúde e prevenção de doenças imunopreveníveis”, comentou Denise.
Riscos ocupacionais e biossegurança
Devido à exposição contínua a aerossóis, saliva, sangue e materiais perfurocortantes, a atualização vacinal da equipe de saúde bucal é essencial. Conforme a NR-32 e o Ministério da Saúde, a carteira no consultório deve conter obrigatoriamente as vacinas contra Hepatite B, Influenza, Tríplice Viral, dT/dTpa e COVID-19.
Sobre a Hepatite B, a Dra. Denise alerta: “É fundamental que o profissional realize a sorologia anti-HBs entre 30 e 60 dias após a última dose, para confirmar a soroconversão e verificar se houve resposta imunológica adequada”, devendo o título ser superior a 10 mUI/mL.
Saúde Coletiva e o papel do SUS
O combate à desinformação é um dever ético da categoria. O Dr. Paulo Frazão São Pedro, presidente da Câmara Técnica de Saúde Coletiva do CROSP, reforça que a classe deve ajudar a disseminar dados seguros.
“O cirurgião-dentista pode ajudar na transmissão de informações confiáveis sobre as várias doenças que são imunopreveníveis. Desde a paralisia infantil (poliomielite) e a tuberculose (BCG) até a gripe (Influenza), são várias enfermidades preveníveis como Sarampo, Rubéola, Caxumba, Hepatitis, HPV, VVZ, Febre Amarela, Dengue (transmitidas por vírus), e Tétano, Difteria, Coqueluche, Meningites e Pneumonias (infecções bacterianas)”, pontua.
Para ele, o acesso às vacinas é uma grande vitória social. “Trata-se de uma conquista mundial da ciência e, no caso brasileiro, de uma conquista da sociedade que tem, por meio do Sistema Único de Saúde mantido pelas três esferas de governo, um Programa Nacional de Imunizações que é referência técnico-científica e que em setembro estará completando 53 anos de benefícios prestados à população brasileira”.
Compromisso com a vida
“Manter a carteira vacinal atualizada significa proteger a si próprio, a equipe, os pacientes e a comunidade. Vacinar-se é um compromisso com a saúde e a proteção da vida”, conclui a Dra. Denise.









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